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domingo, 10 de maio de 2015

Reportagem - equipe Snow Schatten Racing Team

"Os sombras de neve"

      


      A equipe Snow Schatten Racing Team (Snow, em inglês: neve; Schatten, em alemão: sombra) nasceu em 10 de março de 2011 tendo como criadores Yuri Bascopé e José Felipe. Naquele tempo, ambos já estavam ativos quando participavam de campeonatos de F1 Challenge 99-02 onde eram organizados pelo Orkut. Felipe Giro, um dos administradores da Snow atualmente, conta que pouco tempo depois a equipe migrou para o simulador rFactor. Ainda na ocasião, a equipe já teve outros nomes como YBR (Yuri Bascopé Racing) e YBR Bavaresco (em uma parceria com Guilherme Bavaresco), pouco tempo depois a Snow Schatten voltou a ter seu nome original.



       Administração

      
      De acordo com Felipe Giro, além dele, desde 2013 sendo administrador, Yuri Bascopé se mantém na administração da Snow Schatten desde sua criação em 2011. Também há um "conselho de diretores", onde cada decisão da equipe é decidido por este conselho, composto por Francisco Muniz, Leonardo de Souza e Pedro Delgado.


     Início em campeonatos oficiais e títulos


      Os primeiros campeonatos de que a Snow Schatten participou foram a Blaster F1, RaceOffTrack e F1 BC nos anos de 2011 e 2012. Em 2011 na Blaster F1, Thiago Barbosa conseguiu o primeiro título pela equipe na categoria Formula Custom A3.

      Em 2013, a Snow foi para a liga atualmente extinta rFactor Brasil Team ganhando três títulos lá, Felipe Giro conta que a temporada T2 2013 da Fórmula Light foi uma das temporadas mais memoráveis para a equipe devido a grande rivalidade nesta categoria com a equipe Shaft Racing Team, Felipe entrou na Snow um dia antes da penúltima etapa do campeonato, onde houve uma polêmica de punições das equipes. Na temporada seguinte (T2 2013), Felipe Giro foi campeão da categoria.

Snow Schatten e Snow Technology (sua satélite) foram as equipes pertencentes a Snow que participaram na T1 2013 da Fórmula Light na rFactor Brasil Team (Foto: reprodução / Snow Schatten Racing Team)

      No mesmo ano, a Snow também participou do campeonato Formula Sim-Racing, considerado o campeonato mundial de rFactor. A estreia da equipe foi no circuito de Hungaroring na metade da temporada e, o melhor resultado foi um 10º lugar em Suzuka com o piloto Leonardo de Souza. Em 2014, estavam planejados oito pilotos para entrarem na temporada porém a mudança de rFactor 1 para rFactor 2 diminuiu este número pela metade, tendo quatro pilotos como participantes. Os pilotos participaram das quatro primeiras etapas e depois abandonaram o campeonato.

Pela Formula Sim-Racing, a equipe conseguiu um 10º lugar como melhor colocação (Foto: reprodução / Snow Schatten Racing Team)


      Ainda em 2014, após um desentendimento com os administradores da rFactor Brasil Team, a Snow Schatten foi para a liga NEOBR. Na primeira temporada da equipe por esta liga, conseguiram um título com o espanhol Carlos Martín na categoria FN2 na T1 2014, na TN2 Diogo Moreno foi campeão. Na T1 2014 da liga Virtual Racers, Maurício Farias foi o campeão na categoria Porsche Cup.

      Na T2 2014 da NEOBR, Leonardo Imolesi conseguiu o título da TN2, Felipe Giro conseguiu o título da categoria FN1 e, segundo ele, esta foi uma das temporadas mais memoráveis pela equipe. "Em aulas de faculdade eu não conseguia pensar em outra coisa, eu pedia para sair da sala para tomar um ar de tanto que pensava nesta final de campeonato" diz Felipe. Ele é o maior vencedor de campeonatos pela equipe tendo dois títulos individuais. Na mesma T2 2014, mas pela Virtual Racers, a equipe conseguiu o título na categoria BTCC.

      Pela T1 2015 na NEOBR, Felipe conta que por enquanto está sendo o melhor ano para a equipe, tendo conquistado títulos nas categorias FN1 (Rafa Souza), FN3 (Cristiano Bohessef), FNE (Matheus Nolli) e GTE Endurance (Yuri Bascopé).



      Cores



      Felipe Giro comenta que desde a criação da equipe, a Snow se mantém com as cores azul, preto e branco. Ultimamente o carro está com as cores preta e branca em destaque.

O primeiro carro da Snow no rFactor na liga RaceOffTrack em 2011 (Foto: reprodução / Snow Schatten Racing Team)
  
      A Snow aderiu a campanha "outubro rosa" e teve um de seus carros fora dos padrões. A campanha tem como objetivo ajudar mulheres com câncer de mama ao redor do mundo.

Na T2 2014, Felipe Giro correu com um carro rosa pela FN1 (Foto: reprodução / Snow Schatten Racing Team)

Atualmente, a Snow dimuinuiu a cor azul de seus carros, tendo preto e branco como destaque (Foto: reprodução / Snow Schatten Racing Team)


      Parceria com a Kemba Racing



      A Kemba Racing é uma equipe real que participa da Fórmula 3 Brasil e, tem como piloto Leonardo de Souza. Leonardo é piloto da Snow desde 2012, porém, a parceira começou em 2013 tendo a Kemba como uma equipe satélite da Snow Schatten no AV.

As cores predominantes da Kemba Racing são vermelho e preto (Foto: reprodução / Snow Schatten Racing Team)

O carro de Leonardo de Souza tem os logos da Snow Schatten e da NEOBR (Foto: reprodução / Kemba Racing)


      Contato

      

      Fan-page oficial (Facebook): http://www.facebook.com/SnowSchattenRacingTeam

     Fan-page Kemba (Facebook): https://www.facebook.com/KembaRacingOficial?fref=ts

     Site oficial: http://www.snowschatten.com

domingo, 19 de abril de 2015

Reportagem - Shadow Racing

Shadow Racing: ''Os capas pretas''



      A equipe Shadow Racing foi criada há 3 anos por Ricardo Durães, ex-chefe de equipe. Durães estava em outra equipe, porém ele decidiu criar um ''novo time'' para participar no campeonato NEOBR. Guido Seelig, atual chefe de equipe da Shadow, comenta que Ricardo Durães foi campeão pela Shadow logo na sua primeira temporada na categoria FN1. Inicialmente, todos os pilotos da Shadow eram de categoria "fórmula" (open wheel), inclusive, segundo Guido, a Shadow foi uma equipe forte nessa categoria. Ricardo Durães chamou Guido Seelig para fazer parte do time, focando na parte de "turismo".


      No final de 2013 e começo de 2014, a Shadow foi muito forte em ambas categorias turismo e fórmula. Guido ganhou campeonatos de turismo, tirando um pouco o foco de antes, no tempo que a equipe era dominante apenas na categoria fórmula.





      Administração


      Sobre a administração, Guido conta que o criador da equipe Ricardo Durães, conhecido como "O mito", se afastou no começo deste ano por questões profissionais, Durães passou o cargo para ele que começou a contratar pilotos, "Durães acreditava que eu era a pessoa adequada para isso" completa Guido.
      
      Antenor Junior é o ''cabeça'' da área de fórmula. No início da administração de Guido, a equipe teve uma baixa em pilotos de fórmula que aos poucos esta reconstruindo esta categoria.

     Rodrigo Lisowski, piloto de turismo, é quem participa do ‘’elo de comunicação com as ligas’’, se dedica em verificar ligas apropriadas para a equipe.

      Robson Vieira, vulgo "Sid", cuida da Facebook da Shadow, escreve matérias e informações sobre a equipe.

      Caetano Paiva e Josiel Torres são os ‘’engenheiros’’ da equipe. Os dois ajudam os pilotos nas categorias no desenvolvimento de setups. Todos os pilotos ajudam com opiniões de decisões da equipe.



      Cores


        Desde a sua fundação, a Shadow mantém a cor preta com alguns toques de branco como cores predominantes da equipe.

      Durante a entrevista, Guido Seelig, bem humorado, disse "os pilotos da Shadow brincam que quando um piloto de outra equipe vê um ‘’capa preta’’, ele ‘’treme’’. "Capa preta" é o nome de que os carros da Shadow foram batizados em questão de sua cor.

A Shadow já participou da extinta liga rFactor Brasil Team na categoria Formula PRO (Foto: reprodução / Shadow Racing)

Pela Liga VPG, a Shadow participou de uma categoria de turismo (Foto: reprodução / Shadow Racing)



      Participações e títulos


      De acordo com Guido Seelig, a Shadow já participou dos campeonatos da NEOBR (o foco é mais nesta liga porque foi onde que a equipe começou), Liga VPG, Green Flag AV, rFactor Brasil Team e GTR Brasil. Atualmente participam da NEOBR e GTR Brasil, porém, segundo Guido, estão procurando outros campeonatos de alto nível para participarem.  De acordo com ele, a Shadow possui 5 títulos por pilotos e 5 por equipes na categoria turismo, em fórmula ele não tem os dados mas diz que são muitos.


"O mito" Ricardo Durães foi campeão pela FN1 na NEOBR na T1 2014 (Foto: reprodução / Shadow Racing)


      Projeto ''Fair Play'' de Guido Seelig


      Guido Seelig é idealizador de um projeto de ''fair play'' entre pilotos e chefes de equipe. Na opinião dele, todas as categorias (se referindo a NEOBR) estão tendo uma série de acidentes e isto está ocasionando uma ‘’richa’’ de equipes.

     "Carrego a bandeira de fair play faz tempo, será que juntos podemos fazer algo melhor? Se fizessem um grupo de chefes de equipes em relação a fair play, pilotos e equipes ganham um selo de responsabilidade" explica. Outro quesito seria treinos coletivos: "a maioria das equipes se escondem, através dos treinos coletivos as pessoas se conheceriam melhor, seriam entrosados, criariam respeito e correriam com mais consciência".

      ‘’Não preciso derrubar alguém para subir. Sempre tive esse perfil de orientador, ajudando e passando a experiência, competição com respeito. Educação, conscientização, se os chefes de equipe não fizerem, conversando com chefes de equipes, ‘’selo do fair play’’. Isso pode ser uma associação de chefes de equipe no futuro".


      Contato

       

      Facebook oficial (perfil): https://www.facebook.com/ricardo.duraes.5283?fref=ts

      Facebook oficial (fan-page): https://www.facebook.com/shadowracingbr/

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Curiosidades do AV - A Série Grand Prix (Parte 4 de 4)



Grand Prix 4


      Grand Prix 4, ou GP4, foi o quarto e último jogo da série Grand Prix, lançado em 2002. Foi produzido e desenvolvido pela MicroProse, distribuído pela Infogrames e designado por Geoff Crammond. Foi lançado apenas para PC (Windows), versões para Xbox e Nintendo GameCube chegaram a ser planejadas mas foram canceladas por razões desconhecidas.

      O jogo se tratava da temporada oficial de 2001 da Fórmula 1, trazendo todos os carros, pistas e pilotos licenciados pela FIA. Grand Prix 4 serve essencialmente como uma atualização gráfica e sazonal de Grand Prix 3, que havia sido lançado em 2000, o jogo manteve o mesmo motor de física da série. No entanto, GP4 entrou no mercado em um momento muito menos hospitaleiro do que os seus três antecessores e o game enfrentou forte concorrência com estúdios criadores de jogos de F1, como a ISI que desenvolveu o F1 Challenge 99-02 na mesma época.



      As novidades do GP4 em relação ao seu antecessor GP3 eram várias. Talvez a maior delas fosse o modo em que as 17 pistas presentes no jogo foram modeladas. Usando equipamentos de GPS (Global Positioning Satelite) e mais de 30 mil fotografias, os programadores foram capazes de conferir uma semelhança visual perfeita. Para o jogador ocasional os benefícios param por ai. Contudo, para o "piloto", a grande novidade é o realismo "topográfico" que esta modelagem das pistas produziu, com um impacto significativo na forma de configurar e dirigir o carro em cada circuito. Esse impacto se resume em uma palavra: "cambagem".

      Curvas que antes eram "flat", ou seja, sem nenhuma cambagem ou ângulo em relação a linha do horizonte, passaram a ter sua representação real no modelo do circuito. Cambagens positivas ou negativas, em relação à direção da curva, causam desvios nos parâmetros de aderência, estabilidade e tração que devem ser compensados nas configurações do carro e na forma de dirigir (mais precisamente: "atacar", executar e sair da curva).

Com o novo sistema de GPS, cada curva foi fielmente representada no jogo (Foto: reprodução / Picard / Moby Games)

      Outra grande melhoria em relação a versão anterior foi na inteligência artificial dos pilotos. Os programadores conseguiram melhorar um dos pontos mais fortes e impressionantes da série Grand Prix. Nessa nova versão os pilotos NPC (comandados pelo computador) reagem em função da "pressão" que é exercida sobre eles. Dirigir "colado" na traseira de um piloto inexperiente, emparelhando a cada tomada de curva, aumenta a probabilidade deste piloto incorrer em um erro de pilotagem. Além disso, cada piloto ganhou seu estilo próprio de pilotagem, suas próprias técnicas. Essa combinação de atributos diferentes pelos diversos pilotos criou um "universo" de situações extremamente realistas como batidas, erros de pilotagens, ultrapassagens e estratégias de "pit-stop" que não possuem paralelo em nenhum outro simulador. É a simulação indo além da física dos elementos básicos envolvidos - carro e pista - atingindo o comportamento dos pilotos e, consequentemente, todo o desenrolar da corrida.

      Porém nem só de elogios o jogo viveu, no seu lançamento o game apresentava vários bugs. Muitos deles foram corrigidos por um patch que mais tarde foi incluído com o jogo de varejo (em mídia física). Além disso, embora seja possível para jogar o jogo via LAN, jogar multiplayer via internet não foi possível devido a restrições de licenciamento. Algumas pessoas conseguiram contornar essa limitação mais tarde.

Em Grand Prix 4, cada piloto possuía seu próprio estilo de pilotagem (Foto: reprodução / Picard / Moby Games)

      Depois que o game foi lançado, a comunidade dos ''modders'' foi frustrada em relação ao formato de conversão de pistas do jogo, levou dois anos após o lançamento para ser descoberto uma forma de "crackear" a fórmula de criar circuitos para o game, os primeiros circuitos lançados foram Shanghai, Istambul e Jerez.

      Hoje em dia, o GP4 ainda é popular, um de seus pontos mais fortes são os mods. Existem mods de várias temporadas de Fórmula 1 junto com seus circuitos detalhadamente criados e reproduzidos com eram em cada época, feitos por jogadores.

      Fonte: Moby Games / Wikipedia

      Leia mais:

O mod da temporada de 1991 é um dos mais populares entre os jogadores (Foto: reprodução / DrivingItalia.net)

A chuva também foi melhorada em relação ao Grand Prix 3 (Foto: reprodução / Picard / Moby Games)

    

      Vídeos:

     
       Gameplay Grand Prix 4 - Créditos: Formulaluke (YouTube)



      Gameplay Grand Prix 4 - Créditos: Soarin Peterson (YouTube)


terça-feira, 7 de abril de 2015

Curiosidades do AV - A Série Grand Prix (Parte 3 de 4)



Grand Prix 3


      Grand Prix 3, ou GP3, foi o terceiro jogo da série Grand Prix, lançado em 2000. Foi produzido e desenvolvido pela MicroProse, distribuído pela Hasbro Interactive e designado por Geoff Crammond. Assim como seu antecessor, foi lançado apenas para PC (Windows).

      O jogo se tratava da temporada oficial de 1998 da Fórmula 1, tendo suas pistas, carros e pilotos licenciados pela FIA (todos os pilotos exceto Jacques Villeneuve, que foi substituído por um personagem fictício chamado John Newhouse. Naquele tempo, além do GP3, outros jogos de F1 não haviam o piloto Jacques Villeneuve licenciado). O game não foi recebido tão bem quanto seus antecessores F1GP e GP2, porém ainda foi considerado o melhor simulador de corrida da época.

      Um add-on para o jogo, chamado Grand Prix 3 2000 Season, ou GP3 2000, foi lançado adicionando a temporada de 2000 ao game. Junto com o add-on, outras mudanças foram incluídas: físicas de danos foram melhoradas incluindo ''pedaços de carros'' no circuito, inteligência artificial melhorada, um novo sistema de replay e som melhorado. 



      Após o lançamento de seu sucessor Grand Prix 4, o Grand Prix 3 caiu em desuso, porém ainda é um jogo que marcou na sua época.

      O GP3 trouxe novidades em relação ao GP2, a chuva foi adicionada ao jogo, além disto as mudanças climáticas durante a corrida fizeram a diferença já que o GP2 não tinha chuva.

      Além da chuva, os pilotos recebiam mensagens via rádio de sua equipe sobre incidentes na pista e a hora que eles deveriam para nos boxes. Alguns desses sons foram incluídos no GP2, porém não ativos. Se nota que o rádio foi implantado no Grand Prix 3 2000 Season.

      Fonte: Moby Games / Wikipedia       
      Leia mais: 
      Confira a primeira parte da série, falando sobre o Formula One Grand Prix
      Segunda parte - Grand Prix 2           


No GP3, os gráficos também foram melhorados (Foto: reprodução / Accatone / Moby Games)
A chuva também foi implantada na nova edição do game (Foto: reprodução / Accatone / Moby Games)


      Vídeos:

      
      Gameplay Grand Prix 3 - Créditos: Voyou81 (YouTube)



      Gameplay Grand Prix 3 - Créditos: Esuroku 86 (YouTube)


quinta-feira, 2 de abril de 2015

Curiosidades do AV - A Série Grand Prix (Parte 2 de 4)


Grand Prix 2


      Grand Prix 2, ou GP2, foi o segundo jogo da série Grand Prix, sendo lançado em 1996. Como o Formula One Grand Prix, também foi produzido e distribuído pela MicroProse e designado por Geoff Crammond. Foi lançado apenas para a plataforma PC (DOS).

      O jogo se tratava da temporada de 1994 de Fórmula 1. Este foi o primeiro jogo da série que houve licença oficial da FIA, colocando carros e circuitos reais da temporada. Os carros do game foram pintados com texturas de corridas que não se permitiam propagandas de cigarro e bebidas alcoólicas (em 1994, GPs da Inglaterra e Alemanha).

      Tinha mapeamento de textura em 3D e gráficos SVGA, bem como um motor de física mais realista. Uma grande comunidade de entusiastas de GP2 foi formada rapidamente e ainda existe hoje. Grand Prix 2 é reconhecida como uma dos definitivos simuladores de corrida na sua época.



      Não havia modo arcade no Grand Prix 2, mas o jogador tinha a capacidade de ligar e desligar ajudas como indestrutibilidade. Havia sete principais funções chamados "auxiliares de condução", que poderiam ser ligados ou desligados: ajuda de direção, freios automáticos, turn-around (o carro vira automaticamente para a frente depois de um acidente), indestrutibilidade (o carro não quebra), linha de ajuda para auxiliar o melhor traçado, mudança automática e controle de tração. O jogo também teve cinco níveis de dificuldade pode-se escolher, e quanto maior o nível, menos opções para auxiliares de condução pode-se ligar ou desligar.

      Há também uma função de corrida rápida (Quickrace) que permite que o jogador vá direto para uma corrida sem ter que passar pela sessão de qualificação. Normalmente as pessoas corriam sozinhas (single-player), mas o jogo ofereceu multiplayer e ''modem-linked gaming'' (disputa pela internet). O jogo também contou com uma função de replay e a possibilidade de salvá-lo. A função de replay mostrava os últimos 30 segundos de corrida mas não inclui uma função de edição.

Os carros de 1994, presentes no jogo, foram finalmente licenciados pela FIA (Foto: reprodução)


      O game também aprimorou motor, caixa de marchas e falhas eletrônicas. Isso significava que o piloto não só podia falhar, mas também ter fogo ou fumaça  atrás de seus carros a partir de uma falha de motor. Grand Prix 2 foi o primeiro game a simular falhas visuais em carros. O jogo não possuía condições de tempo chuvosas, mas foi implantado a regra oficial de bandeira preta da Fórmula 1, punindo o piloto.

      Fontes: Moby Games / Wikipedia

      Leia mais: Confira a primeira parte da série, falando sobre o Formula One Grand Prix


Grand Prix 2 foi o primeiro da série a simular falhas visuais ou efeitos de fumaça (Foto: reprodução)


O cockpit lembrava o do F1GP, porém estava mais aprimorado (Foto: reprodução)

      Vídeos:

      Gameplay Grand Prix 2 - Créditos: Squakenet (YouTube)




      Gameplay Grand Prix 2 - Créditos: Christer Andersson (YouTube)



terça-feira, 31 de março de 2015

Curiosidades do AV - A Série Grand Prix (Parte 1 de 4)


Formula One Grand Prix


      Formula One Grand Prix, ou F1GP, foi o primeiro jogo da série Grand Prix, sendo lançado em 1992. Foi produzido e distribuído pela MicroProse e designado por Geoff Crammond. Foi lançado para as plataformas PC (DOS), Amiga e Atari ST.

      O jogo conta com circuitos e carros da temporada de 1991, mas como o jogo não era oficialmente reconhecido pela FIA (não era licenciado), os nomes tanto das equipes quanto dos pilotos são fictícios.

      Formula One Grand Prix foi um dos jogos que revolucionou o mercado de jogos de corrida, com aprimoramento na possibilidade de acerto dos carros (lembrando que o primeiro jogo com possibilidade de acerto de carros foi o "Indianapolis 500", da Papyrus, lançado em 1989), bem como na qualidade gráfica. Foi considerado o 27º melhor jogo de todos os tempos pela extinta revista Amiga Power (ranking de jogos para Amiga).

      Seu grande sucesso refletiu na sequência da série: Grand Prix 2, 3 e 4.




      Formula One Grand Prix estava entre a primeira onda de jogos que tinha uma comunidade on-line ocupada. As primeiras competições foram organizadas por meio de serviços online como Compuserve em 1993, um jogador conhecido como "Ivan" sempre estava no topo dos rankings.


      Como no início do automobilismo virtual, as corridas online em tempo real não eram possíveis. Formula One Grand Prix oferecia apenas um jogo single-player. Assim, as competições eram baseadas em disputas de voltas de treino e save-games de corridas. Estes foram então usadas em competições em torno de corridas completas (ou parciais), por um lado, e os chamados "competições Hotlap" sobre o outro lado. Muitas vezes, as corridas seguiam o calendário da Fórmula 1 real.

      Fonte: SimRacingWorld.com / Wikipedia

A tradicional McLaren branca e vermelha de Ayrton Senna foi substituída por uma vermelha, amarela e preta. Até seu capacete foi mudado (Foto: reprodução)

Com mods, a McLaren de Senna e seu tradicional capacete poderiam aparecer sem restrições (Foto: reprodução)
No cockpit dos carros, as informações de posição, velocidade e marcha já eram mostrados (Foto: reprodução)

      Vídeos:
      
      Gameplay F1GP - Créditos: Squakenet (YouTube)




      Gameplay F1GP - Créditos: RetroGameDemos (YouTube)


sábado, 28 de março de 2015

Reportagem - NEOBR

NEOBR: Da Fórmula 1

à diversas categorias



     A liga NEOBR foi criada no ano de 2010 por um grupo de pilotos que participavam de outra liga, a atualmente extinta rFactor Brasil Team. Para eles, o sistema de lá era muito bom, mas queriam algo mais caseiro e amador, então decidiram criar a 'NEO F1 BR', onde primeiramente era constituída apenas como um campeonato de Fórmula 1 seguindo o calendário real e equipes reais da categoria. Com suspeita de uso de cheater de outra liga pelo administrador, um outro grupo de pilotos se revoltou e se juntaram a esta grupo que formaram a 'NEOBR F1', com apenas uma mudança simples de nome. Jesias Meira Souto, atual administrador principal, conta que Renyr Clarencio é o criador da liga junto com Marcos Santos. Renyr criou o logo e concepção de como seria o campeonato, já Marcos ficava com a parte técnica como escolha de mod, direção de prova e site.


      Administração


      Jesias Meira Souto é o organizador do campeonato, ele comenta que também é um dos narradores e às vezes fica na direção de prova.
      
      O fixo diretor de prova é Pedro Delgado. Yuri Bascopé e Vinicius Vianna escrevem as matérias sobre as corridas.

      Jesias também fala sobre o conselho NEOBR: ''O Conselho NEOBR é um conselho de pilotos para decidir os assuntos mais significativos da liga. Este conselho é chamado para uma reunião, na hora de organizar um regulamento ou aplicar uma punição grave para decidirem o que será aplicado, todos votam exceto no caso da penalização ser de algum piloto de uma equipe envolvida" conclui. O Conselho NEOBR tem como participantes Jesias Meira Souto, Eduardo Bomfim, Rafa Souza, Felipe Lima, Pedro Delgado, Yuri Bascopé, Emerson Czerkawsky, Neto Vidal, Reinado Souto, Carlos Barreto, Carlos Eduardo Maciel, Breno Augusto, Rafael Cruz, Igor Cesar, Gean Celso e Vinicius Vianna.


     Campeonatos


      Atualmente, a NEOBR constitui 10 campeonatos em seu meio, confira abaixo quais são:

      NF1


      É realizado quinzenalmente nas segundas feiras às 22h no simulador rFactor 2 com o mod F1 RFT 2013. A corrida tem uma hora de duração. 
No momento, a NF1 é o único campeonato da NEOBR sendo realizado no rFactor 2 (Foto: reprodução NEOBR)

    Ferrari 458


     Este campeonato quinzenal também é realizado nas segundas feiras às 22h, alternando com a NF1, desta vez com o simulador Assetto Corsa.
O carro em destaque é o Ferrari 458, já presente na versão original do game (Foto: reprodução NEOBR)

      Indy N1


      Com etapas quinzenais, a Indy N1 acontece nas terças feiras às 22h no simulador rFactor, com cerca de uma hora e 10 minutos de duração.

Esta é a única categoria em que o safety car é ativado, tendo bandeiras amarelas (Foto: reprodução NEOBR)


      FNE


      Este campeonato com etapas quinzenais é realizado nas quintas feiras às 22h com o mod Formula E da WCP, que segundo Jesias teve auxílio da NEOBR. As etapas são realizadas no simulador rFactor em circuitos de rua, como no real, feitos por Leonardo Nogueira.

Para simular o real, as etapas têm duração de 40 minutos (Foto: reprodução NEOBR)


     NES


      O NES é um campeonato de endurance realizado mensalmente aos sábados às 22h. A duração da corrida chega em torno de duas horas e meia (três horas e meia o evento todo, contando com a classificação). É realizado no simulador rFactor com o mod 'Simtek'.

Como no real, a categoria permite a troca de pilotos no meio da etapa, porém grande parte dos pilotos optam por correrem sozinhos a corrida toda (Foto: reprodução NEOBR)


     FN3


      A FN3 é o primeiro passo dos pilotos de fórmula (open wheel) na liga, começam nesta categoria, tentam ir para a FN2 e finalmente a FN1 (principal evento de fórmula).
      É realizado no rFactor com o mod Fórmula 3, quinzenalmente nas terças feiras às 22h, alternando com a Indy N1. O evento dura em torno de duas horas, possui três baterias de 20 minutos cada. É feita a classificação no início, a largada da segunda bateria é o grid invertido de como terminou a primeira, já na terceira bateria a largada é invertida entre os 10 primeiros da segunda.


O início de um piloto de fórmula na NEOBR é nesta categoria (Foto: reprodução NEOBR)

       FN2


       Sendo realizado nas sextas feiras às 22h, o FN2 tem como mod o Fórmula Renault 3.5 no rFactor. São duas baterias de 25 minutos cada, a largada da segunda bateria é feita com grid invertido entre os 10 primeiros da bateria passada.

A FN2 é o degrau do meio para o sucesso no 'fórmula' (Foto: reprodução NEOBR)


      FN1


      Realizada aos domingos às 22h, a FN1 é feita no simulador Game Stock Car com o carro 'Fórmula Reiza', já presente no game.  A corrida dura em torno de uma hora.

A FN1 é a principal campeonato da categoria 'fórmula' na liga (Foto: reprodução NEOBR) 


      TN2


      A TN2 é o início para quem gosta da categoria 'turismo'. É realizado no simulador Game Stock Car com o mod Brasileiro de Marcas. As etapas acontecem nas sextas feiras às 22h, quinzenalmente alternando com a FN2. São duas baterias de 30 minutos, a largada da segunda bateria é invertida de acordo com os 16 primeiros da bateria anterior.

Assim como no real, é utilizado o sistema de lastro (peso no carro) entre as etapas (Foto: reprodução NEOBR)

      TN1


      A TN1 acontece quinzenalmente aos domingos às 20h15, alternando com a FN1. É utilizado o simulador Game Stock Car com o carro Stock V8. São etapas em circuitos brasileiros, possuindo duas baterias (40 minutos na primeira e 20 na segunda), com largada invertida entre os 10 primeiros na segunda bateria.

A TN1 é a principal campeonato da categoria 'turismo' na liga (Foto: reprodução NEOBR)


      Transmissão


      Além de Jesias, Eduardo Bonfim e Bruno Mali fazem as transmissões das corridas da liga. Eduardo Bonfim e Jesias Meira Souto fazem pela TV NEOBR, já Bruno Mali faz pela XTR, empresa tercerizada contratada pela NEOBR para o próposito de fazer transmissões. Ambos transmitem nos seus canais do YouTube e sites oficiais. Os comentaristas fixos são Felipe Lima e Rafa Souza, Pedro Delgado às vezes também fica como comentarista em outras etapas.

      A TV NEOBR transmite todas as etapas exceto TN2, FN2 e FN1, que ficam com a XTR e Bruno Mali. Canal da NEOBR (https://www.youtube.com/channel/UCRB7jOa-RS9NsALPW76HI6w) e na XTR - XtremeTV (https://www.portalxtreme.com.br/).



      Jesias também apresenta o programa 'NEO BR Pole Position' nas quartas feiras às 21h. Segundo ele, o programa ''foi criado para comentar assuntos que normalmente não dá para se falar, informações da semana dos campeonatos NEOBR e entrevista com alguém do AV que tenha alguma história no campeonato, falando um pouco de si''.

       Jesias fala do objetivo da NEOBR é um cuidado de criar um sistema de apoio para os pilotos. ''Buscam um trabalho digno de automobilismo virtual, com informações, produção de matérias, transmissões, entrevistas/podcast, criar um clima de participação entre todos, isso é o que falta em algumas ligas atualmente''. Sobre o AV, ele explica que está faltando uma fidelidade entre participação do grupo entre as ligas ''Está faltando uma estrutura que torne um piloto fiel, enquanto não alcançarmos isso ainda existirá gente que abandonará campeonatos'' conclui.


      Contato


      Site oficial: http://neobr-av.com/

      
      Twitter oficial: https://twitter.com/neobr_av

      Grupo de pilotos (Facebook): https://www.facebook.com/groups/neobr/

       Fan-page oficial (Facebook): https://www.facebook.com/pages/NEOBR/282001168526563?ref=hl

      Transmissões XTR: http://www.portalxtreme.com.br/